terça-feira, 17 de julho de 2007

Emas partout

Não importa o que eu leia, sempre aparece uma Ema. Em uma matéria sobre ódio e terrorismo (como discorro no post abaixo), como no livro que acabo de ler, Sábado de Ian McEwan. Neste último, o narrador - um médico neurologista - refere-se várias vezes à Ema e à Ana Karenina, em sua vontade de entender a literatura do século XIX. Tolinho... não se entende esse tipo de literatura, ou a gente gosta ou não gosta (pelo menos é assim que me parece).

Achei um conto super engraçado do Woody Allen que menciona várias vezes a Ema Bovary. Há duas semanas, deleitava-me com um livro de teoria literária "Flores de escrivaninha", de Leila Perone-Moises, e dei de cara com uma porção de divagações sobre a minha Ema.

Devo uma explicação desde que relancei meu blog. Por que Netas da Ema? De novo, acabou meu gás, antes que eu desse a explicação.

5 comentários:

Lucia B disse...

Eugênia, queridíssima.
Adorei o revival das Netas. Só hoje vim te visitar, mas li tudinho. O conto, ótimo, e o inquietante sonho que se esvai ao acordar. E o máximo dos comentários em français. C'est trés chic!
Sabe que eu não conhecia essa história da sereia? Fiquei super interessada, pois estou estudando a Odisséia com um grupo de amigas.
Ai, tenho tanto para conversar, e para elogiar, mas não dá. Estou viajando amanhã, malas por fazer, obras por acabar, tudo na maior confusão. E datas tristes, tristíssimas, que já foram alegres, as mais felizes da vida. Oh, Saturno cruel, o que você não deglute, estraga e corrompe!
Um beijo, de muito boas vindas.
Que bom que você gostou do McEwan. Quer outra recomendação? A arma da casa, da Nadine Gordimer. Não é tão bom como o Reparação, é um livro mais jurídico-filosófico, mas é um verdadeiro estopim de pensamentos. Deixa a cabeça da gente rodando, examinando nossos valores.

alana disse...

Oi, Eugênia, que bom que resolveu voltar ao blog! Li bastante da versão anterior d'AS NETAS DE EM@ (adoro o título!) e achei uma pena quando não a encontrei mais... Continuarei leitora agora, com prazer! Um abraço!

hermenauta disse...

Incrível, moça.

Cheguei aqui pensando em dar um jeito de te dizer que achava que você ia adorar Reparação. Não só encontro de cara um post onde você fala do McEwan, como ali na lista de posts está sua apreciação do dito livro.

Também incrível como sua sensibilidade ao ler o livro foi semelhante à minha _ mas talvez isso se deva mais, mesmo, à mágica do autor. Eu terminei o livro triste, querendo mais _ é um livro que dá pena de terminar de ler. Achei realmente, para usar uma referência que você talvez não conheça mas uso intencionalmente, "um soco no estômago".

No mais, você que é paulistana é capaz de dar de cara com um EMAS(*) ali em Congonhas dia desses. :)

(*)é críptico, mas procure no Google EMAS + airport.... :)

bjs!

hermenauta disse...

Aliás, o comentário de Lucia B me lembrou de uma coisa: a segunda parte de reparação não parece com a Odisséia? Tem até uma cigana-feiticeira com um estranho porquinho e, se você reparar bem, um canto de sereia.

Mas é claro que isso é efeito da minha imaginação, ou então dos arquétipos profundos que flagelam a Humanidade...

Anônimo disse...
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