De uma coisa estou certa: os 10 anos mais felizes de uma mulher são aqueles dos 39 aos 40. Maurice Chevalier, aquele cantor de ar meio "coquin" (safadinho, é isso?), com um chapéu posto assim de ladinho, acompanhado de uma bengala, costumava cantar canções como Douce France (Douce France, cher pays de mon enfance...). Lembro-me dele em Gigi (Audrey Hepburn, Louis Jourdan).
Balzac lançou o marco na discussão, quando escreveu a mulher de 30. A fisionomia de uma mulher mostra-se nítida quando ela completa 30 anos. Balzaquianas. Lá pelo início dos 60 minha mãe completou 30 anos. Minha mãe nunca foi uma mulher convencional, mas a partir dos 30 passou a usar mais preto, pérolas e umas roupas definitivamente com cara de mãe. Completava-se 30 anos e algo de muito concreto acontecia.
Hoje, 50 são os novos 30.
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quinta-feira, 3 de julho de 2008
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